fábrica sampaio e ferreira

c022_01implantação

c022_02
c022_03entrada e rua interna

c022_04pavimento térreo

c022_05oficina-escola

c022_06museu da indústria têxtil

c022_07pátio de esculturas

c022_08nível -1


c022_09salão de tingimento natural

c022_10nível -2

c022_11
c022_12
c022_13

//

Marcada pelo seu passado têxtil, a região hoje, vive uma espécie de musealização do seu espaço urbano, entendendo-se como “um território transgénico, nem rural, nem urbano ou industrial ou não-coisa” (Domingues, 2008, p.32) definido pela fluidez de suas fronteiras, ora urbano, rural, ou industrial.
A construção do espaço destinado à vida e relações sociais de seus habitantes foram moldados pelas relações de trabalho entre as indústrias e seus operários, caracterizando uma morfologia espacial relacionada ao ir e vir do trabalho à casa, resultado, este, visível na carência de espaços de lazer.
Mais recentemente, com o esvaziamento destas indústrias e a sua transformação em ruínas a estrutura fabril ociosa escancara o problema do desemprego e o êxodo da população jovem para cidades de grande porte. O complexo fabril, define-se então como causa e efeito.

É proposto então incorporar a ex-fábrica na lógica de malha urbana, entendendo o espaço de forma porosa com o fim de fortalecer as ligações sociais e funcionais entre as duas freguesias, entendendo o complexo, não mais como um
limite, mas parte de um todo, de uma lógica de malha urbana onde os percursos internos diluem a fronteira entre público e privado.
Em adição ao Museu de Indústria Têxtil é proposto a instalação de uma Oficina-Escola voltados à pesquisa, ensino e produção de produtos têxteis, um espaço comercial, lazer e contemplação, assim como a qualificação das margens do Rio Ave como espaço público além da criação de conexões pedonais entre ambas as freguesias.

status: concurso

re-habitação da fábrica sampaio ferreira
riba d’ave, vila nova familicão, portugal
janeiro, 2017

Further Projects